quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Samu Aeromédico completa 10 anos com cerca de 2 mil atendimentos em Alagoas

Serviço é o único do Nordeste a possuir uma aeronave exclusiva para resgate


Atendimento do Samu Aeromédico reduz o tempo resposta nos salvamentos
Atendimento do Samu Aeromédico reduz o tempo resposta nos salvamentos Olival Santos
 
 
 
Texto de João Victor Barroso

Agilidade no resgate é fundamental para uma equipe obter êxito durante o atendimento pré-hospitalar. Quanto menor for o tempo resposta em cada ocorrência, maiores serão as chances de uma vida ser salva. E esse tem sido o papel desempenhado pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Aeromédico em Alagoas, que atua há 10 anos e já realizou 1.902 resgates desde sua fundação, em fevereiro de 2010.


Para se ter ideia da eficiência do serviço, no ano passado o Samu Aeromédico bateu recorde de atendimentos, com 316 ocorrências. Número que representa um aumento de 48,35% em comparação com o ano de 2018, quando foram atendidas 213 ocorrências, segundo dados do Núcleo de Estatística do Samu Alagoas.


Em um desses atendimentos, o vaqueiro José Dionísio Júnior, 33 anos, teve a vida salva após cair de um cavalo e bater a cabeça em uma pedra. O acidente ocorreu na fazenda em que trabalha, na zona rural do município de Viçosa, no Vale do Paraíba, distante 85 km de Maceió.


“O acidente ocorreu no último dia 9 de novembro, às 09h20. Não vou me esquecer dessa data e esse horário. Foi quando recebi a ligação dizendo que meu esposo tinha sofrido um acidente. No começo imaginei que fosse besteira, mas, quando cheguei ao local, vi que era uma coisa muito séria e me falaram que o resgate ia ser feito pelo helicóptero do Samu”, recorda Cecília dos Santos, esposa de José Dionísio.


O médico Reginaldo Melo era um dos socorristas que estava de plantão no Samu Aeromédico no dia do acidente. Para o profissional, a agilidade no atendimento foi o que salvou a vida de José Dionísio Júnior, garantindo uma boa recuperação para o vaqueiro e evitando maiores sequelas.


“Fizemos a avaliação primária do paciente, que estava com uma suspeita de traumatismo cranioencefálico, desacordado e com dificuldades para respirar. Devido ao rebaixamento do nível de consciência e a baixa oxigenação do sangue, optamos por entubá-lo, mas, pelo impacto da queda, ele estava com um hematoma muito grande na língua, além de bastante sangue na via aérea, o que não permitiu fazermos o procedimento, apesar de tentarmos por quatro vezes”, relatou o médico.
 Equipe do Samu Aeromédico atua todos os dias da semana (Olival Santos)


Para não causar mais dano a José Dionísio Júnior, que estava com a saturação muito baixa, o médico Reginaldo Melo diz que optou por fazer uma cricotireoidostomia cirúrgica: “O procedimento é feito por meio de um pequeno corte na região do pescoço e coloca-se um tubo na traqueia. Só com esse procedimento garantimos uma via aérea definitiva e conseguimos estabilizar o paciente para poder fazer o transporte até o HGE [Hospital Geral do Estado], em Maceió”.


A ocorrência também contou com o apoio da Unidade de Suporte Básico (USB) da Base Descentralizada de Viçosa. A esposa do paciente, Cecília Santos, lembra que muitas pessoas estavam desacreditadas, dizendo que seria muito difícil ele se recuperar e eram grandes as chances de José Dionísio Júnior ficar em estado vegetativo.


“Foram longos 59 dias que passamos no HGE, sendo 12 dias em coma. Toda a equipe do Samu Aeromédico foi crucial e tenho certeza que, se não fosse por eles, e por Deus, meu esposo não estaria aqui. Eu só tenho a agradecer a toda equipe, que não mediu esforços para salvar meu marido. Eles ainda passavam no HGE para ter notícias dele. Tudo o que foi feito pela minha família não tem nada que pague”, disse Cecília Santos, emocionada.


Ainda com dificuldades para falar e andar, José Dionísio Júnior só pensa em voltar para o cercado, andar a cavalo e derrubar boi. “Quero agradecer a todos que cuidaram de mim no dia do acidente e no tempo que fiquei no HGE. Não me lembro daquele dia, mas sei que foi um dia que nasci de novo. Estou fazendo minhas sessões de fisioterapia para voltar ao cercado logo, logo”, disse o vaqueiro.


Piloto do Samu Aeromédico no dia da ocorrência, o major Diego Mendonça recordou que o socorro a José Dionísio Júnior foi bastante complicado. “Por ser em uma região de difícil acesso, com muitas serras e mata, não foi tão fácil de achar o local correto do acidente. Mas, assim que chegamos, encontramos a vítima em uma situação muito grave e, para o êxito do atendimento ao paciente, foi necessária a participação ativa de todos os membros da tripulação”, destacou.


Segundo o major, o envolvimento da equipe foi fundamental para que José Dionísio Júnior pudesse sobreviver. “Essa ocorrência foi tão marcante que, ao nos encontrarmos, sempre falávamos a respeito. Ficamos, inclusive, acompanhando constantemente a luta dele pela vida e estamos muito felizes pela sua recuperação”, ressaltou o coordenador da Chefia Aérea Especial de Segurança Pública (Caesp).
 Equipe do Samu Aeromédico atua todos os dias da semana (Olival Santos)


O início – O Samu Aeromédico começou a atuar durante o Carnaval de 2010 como um projeto piloto, desenvolvido durante a festividade. Na ocasião, a equipe era formada por dois médicos, quatro tripulantes operacionais e o piloto, o tenente coronel André Madeiro, atual comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) e um dos idealizadores do projeto.


“Depois dos excelentes resultados que conquistamos, a Sesau [Secretaria de Estado da Saúde] iniciou a concepção propriamente do serviço, com a aquisição de uma aeronave e a formação da equipe aeromédica do Samu Alagoas”, lembra Maxwell Padilha, um dos dois médicos do Samu Alagoas que fizeram parte do projeto piloto.


O Samu Aeromédico, de acordo com Padilha, foi pensado para encurtar as distâncias e promover um atendimento ágil às vitimas de acidentes de trânsito. “Com o serviço funcionando, fomos vendo que precisaríamos ampliar os tipos de ocorrências que a equipe fazia. Então, além dos acidentes em rodovias, passamos a fazer transferências inter-hospitalares, principalmente de pacientes com suspeitas de AVC [Acidente Vascular Cerebral] ou com suspeita de infarto”, disse o médico.


As primeiras ocorrências para o Samu Aeromédico foram durante as enchentes que assolaram vários municípios alagoanos no inverno de 2010. As equipes fizeram mais de 50 resgates em locais de difícil acesso de Branquinha, São José da Laje, Rio Largo e União dos Palmares.


Aeronave Exclusiva no NE – No Brasil, nove estados possuem o Samu Aromédico habilitado pelo Ministério da Saúde. Além de Alagoas (AL), o serviço está implantado no Acre (AC), Ceará (CE), Minas Gerais (MG), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Paraná (PR), Rio Grande do Norte (RN) e Santa Catarina (SC).


Mas Alagoas é o único estado do Nordeste a possuir uma aeronave exclusiva para o Serviço Areomédico. Em Pernambuco, o Samu compartilha as aeronaves da Polícia Militar (PM) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). No RN e no CE as aeronaves são compartilhadas com as equipes da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Já o Samu do Piauí possui uma aeronave, mas, as equipes fazem somente transferências interhospitalares.


A aeronave do Samu Aeromédico integra a Chefia Aérea Especial de Segurança Pública (Caesp) e tem sua tripulação formada por um médico e um enfermeiro do Samu Alagoas, um piloto da Secretaria de Segurança Pública (SSP) ou do Corpo de Bombeiros e um tripulante operacional dos Bombeiros.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

HGE alerta que desatenção à saúde pode resultar em AVC; saiba como identificar

Hospital Geral é referência no atendimento a vítimas do popular derrame


Coordenadora da Unidade de AVC do HGE, Simone Silveira, destaca importância da agilidade na assistência
Coordenadora da Unidade de AVC do HGE, Simone Silveira, destaca importância da agilidade na assistência Carla Cleto
Texto de Thallysson Alves

É comum que cheguem ao Hospital Geral do Estado (HGE) pessoas que não conhecem a sua própria saúde. Apegado ao fato de pouco ter precisado ir ao médico durante toda a vida, o operador de máquinas Fernando Nascimento, de 57 anos, é um dos muitos que não se atentou à necessidade de adotar hábitos saudáveis, o que resultou em um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que podia ter lhe custado à vida. Mas, graças à Unidade de AVC do HGE, sua saúde foi restabelecida.
“Eu comia de tudo! Atividade física só a bicicleta quando ia trabalhar. Não achava que precisava ir ao médico se não sentia nada. A última vez que fui ao hospital foi quando sofri um acidente de trabalho, que me obrigou a cuidar do punho esquerdo, até porque precisava dele para trabalhar. Eu sabia, antes do AVC, que sou hipertenso, porque uma vez minha pressão subiu muito após comer, e quando mediram viram que estava alta demais. Fui ao posto de saúde e a partir daí passei a tomar o remédio”, lembra Fernando Nascimento.


Mas o que ele não sabia, até ser atendido no HGE, é que também possui diabetes. “Com a notícia de que tenho diabetes não posso mais fugir da dieta, do acompanhamento médico. Vou dar mais atenção à minha saúde. Estou terminando a fisioterapia, praticamente já recuperei a força no meu lado esquerdo do corpo. Essa graça eu devo primeiramente a Deus e depois a toda a equipe do HGE. Não quero deixar de valorizar essa segunda chance de vida que eu ganhei”, ressalta.


Fernando também é um exemplo dos vários usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que chegam ao HGE, unidade de urgência e emergência referência em Alagoas, e encontra o restabelecimento da saúde. Hoje ele está em casa, voltando à rotina com sua companheira e três filhos, mas essa realidade poderia ter sido diferente se ele não encontrasse a equipe assistencial qualificada para atendê-lo, desde a porta de entrada até chegar à Unidade de AVC.


”O HGE possui todos os equipamentos necessários para tratar pessoas como Fernando, que está incluso nas linhas de cuidados do hospital e procurou ajuda médica tão logo os sintomas apareceram. Essa agilidade nos facilita muito no trabalho de reversão da doença, pois a cada minuto que passa, no caso do AVC, uma parte do cérebro deixa de ser irrigada; e sem irrigação, as células podem morrer. Se não for feito o tratamento adequado, isso resulta nas temíveis sequelas irreversíveis, além de aumentar o risco de morte”, destacou a coordenadora da Unidade de AVC, Simone Silveira.


Entretanto, a médica alerta que a prevenção é sempre o melhor, pois diminui a chance do desenvolvimento de doenças que pedem a internação, o afastamento do trabalho, da vida familiar, do convívio com os amigos. Portadores de doenças crônicas e fatores hereditários precisam de ainda mais atenção e eliminação de maus hábitos de saúde.


“É sempre ruim o fumo, o consumo frequente de álcool, o uso de drogas ilícitas, o sedentarismo, o abuso de alimentos industrializados, gordurosos, ricos em sal, gordura e açúcar; eles não trazem nenhum benefício para o organismo e sobrecarregam o organismo, levando ao aumento de peso e o surgimento de doenças, como o AVC”, alerta a médica.
 HGE conta com Unidade de AVC que é referência para todo o Brasil (Carla Cleto)


Alta letalidade – A Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares expõe que o derrame cerebral, como também é conhecido o AVC popularmente, é a doença que mais mata os brasileiros, sendo a principal causa de incapacidade no mundo. Aproximadamente 70% das pessoas que desenvolvem a enfermidade não retornam ao trabalho e 50% ficam dependentes de outras pessoas. A expectativa da Organização Mundial de AVC (Word Stroke Organization) é de que uma a cada seis pessoas no mundo desenvolverá a enfermidade ao longo de sua vida.


Os sintomas da doença surgem inesperadamente. Agora ex-paciente da Unidade de AVC, Fernando conta que tinha acabado de sair do banho quando de repente sentiu o lado direito do corpo adormecer, em pouco tempo também sentiu o mesmo no seu lado esquerdo e dificuldade de se sustentar em pé. “A vista começou a girar, sensação horrível. Sentei e pedi ajuda a minha companheira. Ela correu e pediu o apoio de outras pessoas. 

Eu só sei que me colocaram em um carro e me levaram para o HGE. Quando cheguei fui logo atendido, não demoraram. Fiz todos os exames para confirmar o AVC e, em seguida, recebi o tratamento”, recorda Fernando.


A coordenadora da Unidade de AVC, Simone Silveira, explica que Fernando chegou com um AVC do tipo isquêmico, quando há obstrução ou entupimento do vaso sanguíneo. Ele apresentou perfil adequado para ser submetido com segurança a uma trombólise, procedimento que visa dissolver o coágulo através de medicamentos.


“Mas para isso é importante a procura ágil pelo serviço de emergência mais próximo. Se perceber fraqueza ou formigamento, especialmente em um lado do corpo, confusão mental, alteração da fala ou compreensão, vista embaçada, desequilíbrio e dor de cabeça súbita e intensa, acione logo o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] ou venha em carro particular para o HGE. Quanto mais rápido o diagnóstico, mais célere o tratamento, evitando mortes e sequelas graves”, pontua a médica.


Durante o período em que esteve no maior hospital público do Estado, Nascimento foi avaliado por várias especialidades médicas, que contaram com informações alcançadas através de ecocardiograma, eletrocardiograma, tomografia computadorizada, exames laboratoriais e outros equipamentos tecnológicos necessários para a conclusão do diagnóstico. Todos esses aparelhos também estão disponíveis para o atendimento a qualquer instante, mediante solicitação do médico no HGE.
 HGE conta com Unidade de AVC que é referência para todo o Brasil (Carla Cleto)


“Estamos em fase de reestruturação de todo o hospital, no objetivo de garantir com mais segurança a continuidade dos serviços que a população já reconhece pela qualidade. Nosso intuito é oferecer aos usuários profissionais capacitados, exames confiáveis, tratamentos adequados, cuidados resolutivos e eficazes, acessíveis a qualquer instante, pois sabemos que o doente não pode esperar além do tempo estimado pela classificação de risco, conforme os protocolos de atendimento”, afirma o gerente do HGE, médico Paulo Teixeira.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

IPVA: Pagamento inicia para os proprietários de veículos com placas de finais 1 e 2

Os interessados podem quitar o débito, sem desconto, ou iniciar o parcelamento, até o dia 28 de fevereiro


Pagamento do imposto pode ser feito em até seis parcelas mensais e consecutivas
Pagamento do imposto pode ser feito em até seis parcelas mensais e consecutivas Ascom Sefaz
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Texto de João Henrique Siqueira

A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz-AL) iniciou, neste mês de fevereiro, o calendário de parcelamento para pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2020. Nesta primeira etapa, os proprietários de veículos automotores e motociclistas com placas de finais 1 e 2 podem quitar o débito, sem desconto, até o dia 28 de fevereiro.
O documento é enviado pelos Correios, como também pode ser emitido no site da Fazenda (sefaz.al.gov.br), no “Espaço do Contribuinte”, escolhendo a opção “IPVA” e depois “Emissão de Boletos”, informando o Renavam e a placa. Já para quem decidir pela emissão presencial, basta comparecer a alguma das Centrais Já! espalhadas pelo Estado.
Conforme o calendário, a regularização do imposto pode ser feita em até seis parcelas mensais e consecutivas. O valor mínimo para essa opção é de R$ 100. Vale ressaltar que cada final de placa possui uma data-limite para pagamento da cota única ou da primeira parcela.
O superintendente especial da Receita Estadual, Francisco Suruagy, alerta sobre como identificar fraudes no boleto de pagamento do IPVA. “As cobranças são enviadas via Correios pela equipe fazendária. O proprietário poderá identificar e checar as informações completas do veículo, seus próprios dados, além da identificação visual da Secretaria da Fazenda e do código de barras. Ou seja, um documento detalhado que passa segurança ao contribuinte. Não há envio de boleto por e-mail”, explica Superintendente.
A tabela discriminativa de valor médio de mercado para veículos terrestres usados – base de cálculo - e prazos de pagamentos de IPVA para o exercício de 2020 podem ser vistos na publicação do dia 20 de dezembro de 2019 no Diário Oficial do Estado (DOE).
 O IPVA
 De competência dos Estados e do Distrito Federal, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores foi instituído em substituição à antiga Taxa Rodoviária Única - TRU, cobrada anualmente pela União no licenciamento dos veículos. Em 1985, ainda no âmbito da Constituição de 1967 (com as alterações impostas pela Emenda 1/69), o IPVA ingressou em nosso ordenamento jurídico através da Emenda 27/85, acrescentando o item III ao art. 23 da Carta Política então vigente.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Em comemoração aos 30 anos, Fapeal entrega revitalização de sua sede

A obra foi realizada em parceria com Seris e Seplag


Fundação comemora  os 30 anos com sede revitalizada
Fundação comemora os 30 anos com sede revitalizada Ascom Fapeal
 
 

 
Texto de Naísia Xavier

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) vai completar 30 anos em setembro de 2020. Para iniciar os marcos comemorativos das três décadas, foi inaugurada, nessa quinta (20), a revitalização do prédio-sede, considerados um dos mais bonitos e históricos do Centro de Maceió.


As obras foram executadas graças às parcerias com a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag)A Seplag doou a tinta e uma equipe de ressocializandos refez toda a pintura externa e interna da construção. Além disso, a Fapeal também inaugurou sua nova recepção.


Abrindo a solenidade, o secretário Fabrício Marques observou: “O que a conseguimos concluir aqui na Fapeal parece simples, mas não é comum na administração pública: cuidar do patrimônio público. Existem muitas dificuldades. Temos de preservar o que existe.”, observou o economista.


A policial militar Tauana Santos, chefe de reintegração social da Seris, representando o secretário, Coronel Marcos Sérgio, comentou que o emprego do trabalho dos ressocializandos na manutenção de espaços públicos é uma parceria que vêm sendo mantida com diversas secretarias: “É muito bonito quando a gente vê esse trabalho sendo realizado e constata o resultado”, comemorou a soldado.


“Hoje é um dia de parabenizar o professor Fábio Guedes e todos os servidores da Fapeal”, resumiu a secretária da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, Cecília Rocha. “Obrigada por sempre ajudar a Secti a fazer tudo acontecer como deve ser, lado a lado e em parceria. Parabéns a todos os servidores, a sede ficou belíssima”, observou a gestora.


Resolução de problemas


O diretor presidente da Fapeal, professor Fábio Guedes, explicou que a revitalização do prédio foi motivada pela necessidade: “Nós precisávamos de um espaço destinado a receber as comissões científicas que analisam os projetos e relatórios submetidos à Fapeal. Não tínhamos nenhuma sala específica para receber os pesquisadores de fora, que vêm até aqui para fazer o trabalho que compete a eles. E o prédio precisava de uma recepção nova”, ponderou o gestor, acrescentando que há 10 anos a sede da Fapeal não tinha sua pintura renovada por inteiro.


Guedes adiantou que o próximo passo de melhoria no ambiente da Fapeal será a reforma e a modernização do auditório da Fundação — que é frequentemente utilizado por diversos órgãos do Governo de Alagoas ­— e da sala de tecnologia da informação, que abriga computadores e servidores indispensáveis para todo o estado.


Isso poderá ser viabilizando mediante uma parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa. A RNP é o órgão federal que provê conectividade de internet veloz para ambientes acadêmicos públicos no Brasil.  Em Alagoas, seu Ponto de Presença (PoP AL) é abrigado na seda da Fapeal. Diversas instituições se beneficiam dessa banda larga, incluindo-se todos os campi da Ufal, Uneal e Uncisal e órgãos pertinentes do Governo de Alagoas.      


Colaboração


O professor Fábio Guedes dedicou a inauguração a toda à equipe da Fapeal, agradecendo também a superintende administrativa da fundação Morgana Medeiros pela participação na idealização do projeto enquanto arquiteta, e aos setores Assessoria Executiva de Gestão Interna, Gerência Administrativa e Superintendência de Planejamento, Orçamento, Finanças e Contabilidade, pela dedicação em executá-lo.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Governador inspeciona construção do Viaduto da PRF e do Hospital Metropolitano

Renan Filho estima que as obras sejam entregues até o meio do ano; Hospital Metropolitano terá 180 leitos e capacidade para 10.300 atendimentos mensais



O Hospital Metropolitano está sendo erguido com recursos próprios do Governo do Estado, da ordem de R$ 74 milhões
O Hospital Metropolitano está sendo erguido com recursos próprios do Governo do Estado, da ordem de R$ 74 milhões Thiago Sampaio

Texto de Severino Carvalho

O governador Renan Filho visitou, na manhã desta sexta-feira (21), as obras de construção do Hospital Metropolitano e do Viaduto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na parte alta de Maceió. De acordo com ele, a previsão é de que os equipamentos estejam prontos até o meio do ano.


Acompanhado pelos secretários de Saúde, Alexandre Ayres; e do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito; além do médico cardiologista José Wanderley, Renan Filho iniciou as inspeções pelo Hospital Metropolitano, cujas obras estão com 90% dos serviços executados.


“Eu espero, agora em junho desse ano, entregar a obra 100% pronta. Em breve, vou anunciar o dia exato da inauguração. Esse é o maior investimento que Alagoas já fez em um equipamento de saúde”, disse Renan Filho.


O Metropolitano está sendo erguido com recursos próprios do Governo do Estado, da ordem de R$ 74 milhões. Serão 180 leitos e capacidade para realizar 10.300 atendimentos mensais, beneficiando usuários da capital e do interior.
Thiago Sampaio


José Wanderley disse que gostou do que viu. “Essa é uma obra extraordinária. São quatro salas de cirurgia, 30 leitos de UTI num padrão de excelência extraordinário e, complementando a obra, o governador já anunciou que vai fazer aqui um outro equipamento, quase que na mesma dimensão, contemplando um instituto de cardiologia e o hemocentro”, revelou o médico.


“O impacto disso é muito grande, do ponto de vista positivo, porque nós temos uma saúde que enfrenta dificuldades para internar as pessoas e aqui teremos um novo equipamento que vai entrar nessa área de alta complexidade, ajudar a fazer essa regulação e cumprir o papel importante em defesa da vida dos alagoanos”, acrescentou Wanderley.


Viaduto
Thiago Sampaio


Após a visita ao Hospital Metropolitano, Renan Filho inspecionou a construção do Viaduto da PRF e de passagens inferiores, no entroncamento da BR-104 com a BR-316.  Com mais de 60% dos serviços concluídos, a obra é executada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand). Os recursos são federais, da ordem de R$ 77,5 milhões.


“A obra está voando, andando a passos largos. O Viaduto da PRF é a maior obra de mobilidade urbana da história da nossa capital. Eu espero que tudo ocorra bem para a gente entregar esse equipamento até o meio do ano, em junho ou julho. Ele vai embelezar a chegada a nossa cidade, melhorar o tráfego e ajudar a vidas das pessoas que passam todos os dias por aqui”, afirmou Renan Filho.


Ao final das visitas, o governador seguiu a Murici, onde inspeciona as obras de melhoria do Hospital Municipal Dagoberto Omena, a ampliação do Polo Industrial e o traçado da estrada que vai ligar Murici a Capela, integrando os vales do Mundaú e do Paraíba. A assinatura da ordem de serviço para o início dessa obra acontece em solenidade marcada para a próxima quinta-feira (27), às 10 horas, em Murici.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Com investimento de R$ 25 mi, indústria incentivada pelo Estado criará 250 empregos

Macarrão Pajuçara expande operação para o Pilar; concessão do terreno foi entregue na terça-feira (18) aos empresários


Indústria recebeu incentivos fiscais e locacionais dos órgãos estadual e municipal
Indústria recebeu incentivos fiscais e locacionais dos órgãos estadual e municipal Jonathan Lins
 
 
Texto de Rafaela Pimentel

O trabalho de atração e expansão de novos empreendimentos é uma das premissas estratégicas da área do desenvolvimento econômico de Alagoas. Com sede em Maceió há mais de 45 anos, a tradicional indústria alimentícia de massas e biscoitos Macarrão Pajuçara aumenta suas operações e anuncia a implantação de uma nova unidade, como também a transferência das operações para o município de Pilar. Para o novo negócio, a empresa irá investir R$25 milhões com geração de 250 empregos diretos. 


Depois de ser contemplada com incentivos fiscais pelo Governo do Estado em 2019, por meio do Programa de Desenvolvimento Integrado de Alagoas (Prodesin), a indústria recebeu a cessão oficial da prefeitura de Pilar do terreno para construção da sua nova unidade na região. A previsão é que as obras sejam iniciadas no segundo semestre deste ano.


“Com o crescimento da indústria, tínhamos necessidade de expandir nossas operações para um espaço de área física mais ampla. A oportunidade de implantar a empresa em Pilar surgiu em um momento bastante propício, no qual temos um Estado que aposta no desenvolvimento econômico das empresas com a concessão de incentivos somado a uma prefeitura parceira que nos ajudou a garantir a expansão e mudança do Macarrão Pajuçara para o município”, comenta o sócio-diretor do empreendimento, Marconi Alves.


A expectativa é que, com o início das atividades em Pilar, a empresa aumente, no mínimo, em duas vezes a sua capacidade produtiva e passe a incluir novas linhas de produtos no seu portfólio. Contemplada com incentivos fiscais e locacionais dos órgãos estadual e municipal, a empresa deverá iniciar suas operações ainda em 2021.


“Essa conquista é resultado de um esforço conjunto entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Pilar, conduzido pelo objetivo de potencializar a atividade industrial em todas as regiões de Alagoas. São parcerias como essa que nos garantem mais tranquilidade e segurança no processo de negociação com os empresários, a exemplo da Macarrão Pajuçara, que é uma empresa tradicional de alimentos que tem um papel fundamental na geração de emprego, renda e oportunidade para a população alagoana”, enfatiza o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito. 

Vereadores cobram melhorias no atendimento bancário, serviços de energia elétrica e solicitam construção de campo e recuperação asfáltica




Durante a reunião, os parlamentares aprovaram ainda mais 16 proposições de autoria de Pedro Paulo

Ascom CMDG


A sessão ordinária do dia 20 de fevereiro na Câmara Municipal de Delmiro Gouveia contou com diversas cobranças dos vereadores. Na pauta, os parlamentares apresentaram proposições para melhorias em vários serviços ofertados, bem como a realização de obras.


Entre as reivindicações, o vereador Júnior Lisboa apresentou requerimento para convocação dos representantes da empresa Equatorial, responsável pelo fornecimento de energia elétrica no município. Ele reforçou que os serviços prestados estão causando prejuízos para a população. “Apresento este requerimento pelo fato da Equatorial vir lesando a população, com serviços de péssima qualidade. Estamos assistindo a esse quadro não só em Delmiro, mas em diversos municípios que a empresa presta serviço. São ações que prejudicam diretamente o consumidor, como vistoria nas casas a noite, retirada de selos dos contadores de maneira inapropriada, cortes de energia com as contas pagas; diversas situações inadmissíveis”, explicou.


Diante da colocação do colega, o vereador Francisco de Assis se posicionou em favor da convocação. “O vereador Júnior está de parabéns por apresentar essa proposição porque não podemos aceitar esse mau serviço que causa tanto prejuízo para a sociedade”. O vereador Pedro Paulo também se manifestou sobre um requerimento de sua autoria, há cerca de um ano, quando o serviço era prestado pela Eletrobrás, convocando a mesma a prestar esclarecimentos sobre as constantes quedas de energia. O vereador sugeriu unir as duas solicitações em um único ofício para a convocação.


Em seguida, o vereador Geraldo Xavier falou sobre as suas indicações, que solicita ao Executivo a construção do campo Cotiguiba, na Cohab Nova, e ao Governo do Estado a recuperação asfáltica em toda a cidade. “O governo tem um programa que realiza a recuperação asfáltica, então juntamente com a vereadora Henriqueta solicitei que viesse para Delmiro urgentemente porque a cidade está totalmente esburacada, prejudicando a população”, enfatizou.


Na tribuna, o vereador Pedro Paulo abordou diversos assuntos, como os 40 anos do Partido dos Trabalhadores (PT). “O Partido dos Trabalhadores deu, e vem dando, uma contribuição para este país de maneira significante. Existe um país antes do PT e depois do PT, esse partido que representa a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, em defesa de um país mais justo, primando pelo respeito”. O parlamentar falou ainda sobre a trajetória do ex-presidente Lula e criticou ao atual governo do Presidente Jair Bolsonaro. “A forma como este presidente vem conduzindo é inadmissível, os seus atos são inadmissíveis. A sociedade precisa se mobilizar, não podemos aceitar essas práticas desse Presidente miliciano”, falou.


Durante a reunião, os parlamentares aprovaram ainda mais 16 proposições de autoria de Pedro Paulo, que solicita diversas ações para o município. Além de Júnior Lisboa, Pedro Paulo, Geraldo e Kinho, ainda estiveram presentes à reunião os vereadores Casa Grande e Henriqueta Cardeal e o presidente Ezequiel de Carvalho Costa. “Realizamos mais uma sessão ordinária nesta Casa onde foram destacadas diversas proposições em benefício da sociedade. Este será sempre o nosso trabalho, em cobrar o melhor para a população”, falou o presidente Kel.