Estudo do IBGE mostra que, em 2018, Produto Interno Bruto (PIB)
alagoano retomou patamar anterior à crise e fechou o ano em R$ 54
bilhões
Dados
das Contas Regionais de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) confirmaram que o estado de Alagoas foi o 2º do
Nordeste que mais cresceu no período de 2014 a 2018. Por meio da análise
da série, é possível perceber que a economia alagoana, junto à do
Piauí, foi a única da região a retomar ao patamar anterior à crise que
impactou a dinâmica econômica dos estados brasileiros a partir de 2014.
Justamente
no intuito de mostrar como se comportou a economia de Alagoas em 2018, a
Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag)
lançou uma Nota Técnica que traz os dados do Produto Interno Bruto -
local e situação dos setores - que fazem parte de sua composição. De
acordo com o documento, no período de análise, o PIB apresentou uma
variação de 1,11% em relação a 2017 e fechou o ano em um valor corrente
de R$ 54,413 bilhões.
“Alagoas
vinha, desde o início de 2016, apresentando um desempenho de destaque
no cenário nacional, que estava alinhado à retomada das atividades após a
crise econômica. Em 2018, esse comportamento é reforçado mais uma vez e
já começa a evidenciar os resultados de iniciativas que vêm traçando
uma outra possibilidade para o desenvolvimento socioeconômico do
estado”, pontua o secretário do Planejamento, Fabrício Marques Santos.
Responsável
pela elaboração da Nota Técnica sobre o tema, a Superintendência de
Produção da Informação e do Conhecimento (Sinc) aponta que, em 2018, o
setor de Serviços manteve o crescimento do ano anterior e foi o que teve
maior expressividade (R$ 34,9 bilhões) na composição do acumulado do
estado, chegando a uma variação de 1,31%.
“O
setor de Serviços vinha crescendo sua participação desde 2017 na
economia alagoana e, em 2018, constatamos que essa dinâmica seguiu
ganhando peso principalmente por conta do subsetor de Administração,
educação, saúde, pesquisa e desenvolvimento públicos, defesa e
seguridade social, que foi o de maior destaque na área”, explica o
gerente de Estatísticas da Seplag, Roberson Leite.
Além
dele, os subsetores de Alojamento e Alimentação (6,33%), Atividades
Imobiliárias (4,22%) e Educação e Saúde Privadas (5,83%) também foram os
que mais contribuíram para o crescimento do setor em relação ao ano de
2017.
A
Agropecuária, por sua vez, apresentou variação de 2,21% na dinâmica do
PIB do estado. Conhecida como o setor primário da economia, ela é
calculada com base nos subsetores de Agricultura, Pecuária e no de
Produção florestal, Pesca e Aquicultura.
“Alguns
produtos desse setor tiveram crescimento relevante na quantidade
produzida, como a banana (9,63%), justificada pelo investimento no
sistema de irrigação, e a laranja (6,09%) que contou com melhores preços
para comercialização. Em contrapartida, a mandioca apresentou variação
negativa de 2,16% por conta da chuva abaixo da média esperada e a
cana-de-açúcar (-4,34%) foi prejudicada por conta da seca e da
desvalorização do preço do açúcar no mercado internacional. Além deles, o
coco-da-baía também apresentou queda de 13,59% por conta das condições
climáticas desfavoráveis”, comenta Roberson.
O
estudo produzido pela Seplag trouxe, ainda, os dados do comportamento
da Indústria em 2018, que apresentou variação de -0,81% em relação ao
ano anterior. Um destaque do setor, no período analisado, foi o subsetor
de Indústria de Transformação, que cresceu 2,27% em função do bom
desempenho das atividades de fabricação de produtos alimentícios e de
produtos químicos orgânicos e inorgânicos.
Para conferir a Nota Técnica da Seplag, basta clicar aqui.