sábado, 22 de agosto de 2020

Alfabetização: governador apresenta ações em evento com dirigentes de nove estados

 Em encontro virtual da Parceria para Alfabetização via Regime de Colaboração (PARC), Renan Filho destacou programas e estratégias educacionais realizados em conjunto com os municípios


PARC é realizado em conjunto com a Associação Bem Comum, Fundação Lemann e Instituto Natura  
PARC é realizado em conjunto com a Associação Bem Comum, Fundação Lemann e Instituto Natura Márcio Ferreira
 
Texto de Agência Alagoas

Educação em debate. O governador Renan Filho participou, na tarde desta quinta-feira (20), do evento Escrevendo o Amanhã: Alfabetização em Regime de Colaboração. O encontro virtual foi promovido pela PARC – Parceria para Alfabetização via Regime de Colaboração em conjunto com a Associação Bem Comum, Fundação Lemann e Instituto Natura.

Além do representante de Alagoas, a mesa intitulada “Importância da Cooperação entre Estados e Municípios para Alfabetizar as Crianças no Estado” reuniu os governadores Belivaldo Chagas (SE), Camilo Santana (CE), Flávio Dino (MA), Paulo Câmara (PE), Renato Casagrande (ES), Ronaldo Caiado (GO), Waldez Góes (AP) e Wellington Dias (PI).

Em sua fala, o chefe do executivo alagoano destacou a contribuição do Estado no desenvolvimento de estratégias, programas, projetos e parcerias que assegurem a alfabetização das crianças na idade certa, até os 7 anos. “A articulação com os municípios é uma ferramenta muito importante para garantir um norte, um mecanismo, uma estruturação para acompanhar resultados e metas, e conseguir atingir bons resultados. Essa parceria é fundamental”, apontou Renan Filho.

De acordo com o Plano Estadual de Educação, o objetivo é que todo aluno seja alfabetizado até no máximo o 3º ano do Ensino Fundamental. “Isto garante que mais portas sejam abertas de forma independente na vida dessas crianças, o que é fundamental na evolução humana”, considerou o governador de Alagoas.

Márcio Ferreira

Para cumprir o compromisso, o Estado também tem realizado uma série de investimentos na educação básica. Desde 2017, o Governo começou a escrever um novo capítulo na história da educação de Alagoas por meio do programa Escola 10. A iniciativa já beneficiou mais de 80 mil alunos por meio de um pacto entre as redes estadual e municipal de ensino, que envolve acordos de cooperação e assistência técnica e financeira, entre resoluções.

Uma das iniciativas mais recentes é o programa Criança Alfabetizada, que iniciou parcerias com 101 dos 102 municípios alagoanos para garantir a alfabetização das crianças nas escolas públicas. Realizado em parceria com a Associação Bem Comum, a Fundação Lemann e o Instituto Natural, a ação oferece aos municípios parceiros:

● Apoio técnico e financeiro na forma de material didático complementar;

● Pagamento de bolsas a profissionais pelo acompanhamento pedagógico;

● Realização de avaliações externas;

● Formação continuada para os articuladores de ensino e formadores de professores alfabetizadores das secretarias municipais de Educação, de acordo com as diretrizes e atividades previstas nos eixos do programa.

Além disso, a Lei n°8.234, sancionada em 10 de janeiro de 2020, vai oferecer repasses do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para escolas por meio do desempenho no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Em complemento, o Governo do Estado elaborou o Projeto de Decreto para criação do Premio de Qualidade da Educação Municipal Criança Alfabetizada, destinado às escolas públicas municipais que tenham se destacado em alfabetização na idade certa.

A premiação contempla o pagamento de até dez bolsas anuais para articuladores de ensino, divididos em três categorias: 102 Articuladores de Ensino Formador da SEMED (Coordenador do Programa); 102 Articuladores de Ensino Formador de Professor Alfabetizador e 1.300 Articuladores de Ensino das escolas municipais.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Hospital da Mulher registra mais de mil atendimentos a pacientes de Covid-19

Unidade foi a primeira no Estado a receber usuários para tratar o novo coronavírus


 
O pequeno Wagner Enzo foi tratado de complicações da Covid-19 no Hospital da Mulher Marcel Vital
 
 
Texto de Marcel Vital

Em quase cinco meses de funcionamento, após a mudança do seu perfil assistencial para receber, exclusivamente, pacientes com suspeita e testados positivos para o novo coronavírus, o Hospital da Mulher Dr.ª Nise da Silveira (HM), no bairro Poço, em Maceió, chegou a 1.113 usuários assistidos. Em 30 de março deste ano, a unidade, que é vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), foi a primeira a ser habilitada como hospital de referência no recurso terapêutico para a Covid-19. 

O monitoramento diário das admissões do Hospital da Mulher aponta que, de abril até quarta-feira (19), em ordem de quantidade de casos, os pacientes que dão entrada no hospital acabam vindo de bairros da capital que apresentam maior incidência do novo coronavírus. Além do bairro Cidade Universitária (219), a unidade atendeu moradores do Benedito Bentes (46), Jacintinho (40), Vergel do Lago (31), Tabuleiro do Martins (27), Poço (21), Clima Bom (18), Ponta Grossa (17), Bebedouro (15), Santa Lúcia (12), Santos Dumont (12), Trapiche da Barra (12), Farol (11), Feitosa (11), Levada (11), Barro Duro (9), Bom Parto (9), Chã da Jaqueira (9), Prado (9), Santa Amélia (9) e Antares (8).

Também foram atendidos pacientes do Centro (8), Jatiúca (7), São Jorge (7), Cruz das Almas (6), Fernão Velho (6), Serraria (6), Pinheiro (5), Ponta da Terra (5), Ouro Preto (4), Canaã (3), Gruta de Lourdes (3), Pajuçara (3), Mangabeiras (2), Petrópolis (2), Pitanguinha (2), Pontal da Barra (2), Santo Amaro (2), Garça Torta (1), Ipioca (1), Jacarecica (1), Ponta Verde (1), Riacho Doce (1) e bairros de Maceió não informados durante a internação dos pacientes (12). 

Já no interior, além de Marechal Deodoro (34), os outros municípios que tiveram moradores internos no HM para tratamento da Covid-19 foram União dos Palmares (30), Rio Largo (24), Arapiraca (18), São Miguel dos Campos (16), Pilar (16), Atalaia (15), Boca da Mata (15), Murici (15), Teotônio Vilela (14), Messias (14), Joaquim Gomes (12), Maragogi (12), Colônia Leopoldina (11), Coqueiro Seco (11), Matriz de Camaragibe (10), Palmeiras dos Índios (10), Porto Calvo (10), São José da Laje (10), Anadia (8), Santana do Ipanema (8), Cajueiro (7), Coruripe (7), Junqueiro (7), Paripueira (7), São Luís do Quitunde (7), Satuba (7), Novo Lino (6), Penedo (6), Viçosa (6), Barra de Santo Antônio (5), Campo Alegre (4), Delmiro Gouveia (4), Limoeiro de Anadia (4), São Miguel dos Milagres (4), Capela (3), Feira Grande (3), Pão de Açúcar (3), Paulo Jacinto (3), Roteiro (3) e São José da Tapera (3).

Também foram atendidos pacientes residentes em Carneiros (2), Branquinha (2), Flexeiras (2), Ibateguara (2), Lagoa da Canoa (2), Major Isidoro (2), Maribondo (2), Olho d’Água das Flores (2), Porto de Pedras (2), Poço das Trincheiras (2), Quebrangulo (2), Santa Luzia do Norte (2), Santana do Mundaú (2), Barra de São Miguel (1), Belém (1), Campo Grande (1), Chã Preta (1), Estrela de Alagoas (1), Igreja Nova (1), Inhapi (1), Jacuípe (1), Jundiá (1), Mar Vermelho (1), Minador do Negrão (1), Olho d’Água Grande (1), Passo de Camaragibe (1), Piranhas (1), Porto Real do Colégio (1), São Sebastião (1) e Traipu (1). Nesse período, o HM também atendeu pacientes que residiam em outros estados e países, como Palhoça, em Santa Catarina (1); Pompeia, localizado na região de Campânia, no sul da Itália (1); Cupira, em Pernambuco (1); além de 12 pessoas que não informaram o local de origem.

Eles venceram a batalha – Entre as mais de mil pessoas já atendidas no Hospital da Mulher para tratar a Covid-19, está Maria Betânia dos Santos Silva, de 39 anos, que ficou 24 dias internada, 17 deles entubada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Residente do município de Capela, distante 63 km da capital, ela chegou ao leito da semi-intensiva no dia 13 de abril, com quadro de febre, tosse seca, dores musculares e na parte superior do abdômen.

“Quero agradecer a equipe que me deu banho, remédios e alimentação pela sonda e me socorreu durante as horas de angústia. Por isso, serei grata a vocês pelo resto da minha vida”, agradeceu Maria Betânia, que é professora do Ensino Fundamental no município de Capela e mãe de Anthony Gabriel, de 14 anos, e Albert Ryan, de 17.

Outro paciente também atendido no Hospital da Mulher foi Theodoro Batista Vieira, de 60 anos. Internado no dia 5 de maio, ficou seis dias num dos leitos da semi-intensiva. Recuperado da doença, ele acredita que tenha contraído o novo coronavírus durante atendimento em seu trabalho, por volta da segunda quinzena de abril. “Foi uma equipe maravilhosa, não tenho nada do que reclamar. Fiquei seis dias internado e, graças a Deus, Ele usou as mãos daqueles profissionais pra me curar”, salientou. 

Já o pequeno Wagnner Enzo, de 4 anos, ficou internado durante 20 dias na UTI Pediátrica do HM para tratar de uma parasitose, associada a outros sintomas, que a pediatra Maria Célia dos Santos chamou de medicina de Reação Inflamatória pós-Covid. Um dia antes de receber alta hospitalar, ele ganhou uma festa surpresa, organizada pela equipe multidisciplinar, que teve todo o cuidado ao prepará-la. Na oportunidade, Enzo aproveitou o recurso da chamada de vídeo para receber o carinho dos familiares por mais um ano de vida.

Superação – A marca de mil atendimentos é motivo de superação para a infectologista e gerente médica do HM, Sarah Dominique, que está à frente da unidade hospitalar desde a mudança do perfil assistencial. “É uma situação triste e, ao mesmo tempo, feliz. A razão da tristeza é pelo fato de que todos os pacientes que ficam internados apresentam um espectro clínico que varia de quadros moderados a graves. Por outro lado, fico feliz pela oportunidade do Estado ter preparado toda a estrutura física necessária para o atendimento de qualidade aos pacientes. Isso representa uma vitória”, avaliou. 

Segundo Dominique, o alcance do número só foi possível, graças ao comprometimento da equipe multidisciplinar. “A humanização no atendimento hospitalar faz com que o foco esteja não na técnica por si só, mas sim naquilo que o paciente sente e percebe. Ele é entendido e priorizado em sua totalidade. Damos voz não somente à sua condição física, mas também à emocional e psíquica que estão sendo vivenciadas dia a dia. A importância de uma experiência num atendimento humanizado consiste em oferecer ao paciente conforto e alívio num momento que não é, em hipótese nenhuma, agradável”, frisou. 

Para Luiz Guilherme, nefrologista e coordenador médico da UTI Covid-19, a superação da marca de mil internamentos no hospital representa um acolhimento e um manejo seguro na assistência aos pacientes e profissionais de saúde. “Mostra o preparo e a agilidade do Governo do Estado ao conseguir, de forma competente, montar um hospital de referência em tão pouco tempo, dedicado, especialmente, aos cuidados da doença causada pelo novo coronavírus”, acrescentou. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Governador autoriza construção de escola em Jequiá; obras começam na próxima semana

 Ordem de serviço foi assinada nesta quinta-feira (20), durante entrega da pavimentação de 11 quilômetros de vias urbanas no município


Escola terá capacidade para atender até 800 alunos  
Escola terá capacidade para atender até 800 alunos Márcio Ferreira
 
 
Texto de Lívia Holanda

O governador Renan Filho e a secretária de Estado da Educação, Laura Souza, assinaram, na manhã desta quinta-feira (20), a ordem de serviço para a construção de uma escola de ensino médio em Jequiá da Praia, Litoral Sul do estado – a primeira unidade estadual daquela cidade. Na ocasião, o governador e o secretário de Transporte e Desenvolvimento Urbano, Mosart Amaral, inauguraram a pavimentação de 11 quilômetros de vias urbanas no município. 

A escola terá capacidade para atender até 800 alunos em uma estrutura que contará com salas de aula, auditório, biblioteca, laboratórios de ciências e de informática, refeitório, cozinha, quadra coberta, campo society, além das salas onde funcionarão o grêmio estudantil, a diretoria, a coordenação, a secretaria e a sala dos professores.

“As obras começarão na próxima segunda-feira (24) e, em breve, os estudantes de Jequiá da Praia terão não só uma escola nova, mas uma escola adequada à realidade mundial do pós-pandemia. Será uma unidade de ensino arejada, com área verde, segura para todos: estudantes, professores e servidores”, garantiu o governador.

O Estado está fazendo o maior investimento em educação da história. A ideia é que, até o final da gestão, todos os municípios alagoanos tenham escola de ensino médio. A previsão é que mais de R$ 60 milhões em recursos próprios sejam investidos na construção de 12 novas escolas em diversos municípios alagoanos, incluindo quatro que não possuem nenhuma unidade de ensino da rede estadual: Flexeiras, Jequiá da Praia, Campo Grande e Roteiro.

Cacimbinhas, Coité do Nóia, Taquarana, Limoeiro de Anadia, Porto Real do Colégio, Maragogi, Olho D’Água do Casado, Pilar e Rio Largo também serão contempladas. Além de Jequiá da Praia, que teve a ordem de serviço assinada hoje, Flexeiras e Cacimbinhas já tiveram a autorização para construção oficializada.

Pró-Estrada

A entrega marca a presença de melhorias viárias proporcionadas pelo Pró-Estrada em 100% dos municípios da região. “Jequiá da Praia é um município muito bonito, um dos mais bonitos de Alagoas. O investimento que fizemos aqui, além de aumentar a autoestima do jequiaense e trazer mais bem-estar e segurança para a população, vai dar força ao turismo e, com certeza, atrair investimentos para a cidade”, afirmou o governador Renan Filho.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Com R$ 220 milhões investidos na estrutura de escolas, Estado fortalece ensino público de AL

Ações estruturantes ao longo dos últimos 5 anos elevam qualidade da rede estadual e possibilitam acesso ao regime integral para mais de 16 mil alunos


Novas escolas têm modelo padrão com 12 salas de aula  
Novas escolas têm modelo padrão com 12 salas de aula Thiago Henrique
 
 
Texto de Agência Alagoas

Enquanto a pandemia do novo coronavírus apresentou a professores e alunos o desafio da aprendizagem por meio de atividades remotas, as ações estruturantes promovidas pelo Governo de Alagoas já haviam tornado a vida escolar de milhares de jovens mais próxima, digna e integrada a conceitos, processos e práticas educativas. Com R$ 220 milhões investidos ao longo dos últimos cinco anos, o Estado reformou 164 escolas, construiu seis novas e implementou o ensino integral em 62 unidades – neste último caso atendendo a 16.506 estudantes.

E mesmo com o recesso escolar programado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para o próximo mês de setembro, o Governo vai continuar a fazer o dever de casa. A previsão é que mais de R$ 60 milhões em recursos próprios sejam investidos na construção de 12 novas escolas em diversos municípios alagoanos, incluindo quatro que não possuem nenhuma unidade de ensino da rede estadual: Flexeiras, Jequiá da Praia, Campo Grande e Roteiro.

Cacimbinhas, Coité do Nóia, Taquarana, Limoeiro de Anadia, Porto Real do Colégio, Maragogi, Olho D’Água do Casado, Pilar e Rio Largo também serão contempladas. Em duas delas – Flexeiras e Cacimbinhas –, a autorização para construção já foi oficializada e, nesta quinta-feira (20), o governador Renan Filho vai assinar ordem de serviço para a criação do novo espaço educacional em Jequiá da Praia.

Atualmente, além de sete unidades com obras em andamento nos municípios de Junqueiro, Campo Alegre, Senador Rui Palmeira, Delmiro Gouveia, Rio Largo (Jarbas Oiticica), São Sebastião e Palmeira dos Índios, outras quatro escolas indígenas estão em processo de licitação em São Sebastião, Traipu, Inhapi e Pariconha.

Em cada unidade, o modelo padrão conta com 12 salas de aula, auditório, biblioteca, sala de informática, de grêmio e dos professores; além de laboratório, diretoria, coordenação, secretaria, refeitório, cozinha, banheiros, quadra coberta e campo society.

Nota máxima

Ao passar a limpo o próprio currículo, o Governo do Estado pontua com a nota máxima no histórico escolar. Desde o primeiro ano da gestão, em 2015, iniciou-se o processo que vem elevando a qualidade de ensino na rede pública estadual, incluindo a construção de seis novas escolas nas cidades de Arapiraca, Murici, São Miguel dos Campos, Coruripe, Quebrangulo e Marechal Deodoro.

Para a garotada aprimorar atividades esportivas e recreativas ligadas à educação, o Governo entrou em campo para operar a construção de 54 novos ginásios de esporte, incluindo os mais recentes nas cidades de Piranhas, Campestre, Carneiros, Marechal Deodoro e Maceió.

A adoção gradual do modelo de ensino integral se tornou outro marco da gestão. Hoje, a rede estadual possui 62 escolas – de ensino médio e fundamental – que funcionam neste formato. Além disso, a realização de concursos públicos na educação, que permitiram a abertura de 850 vagas para a contratação de professores e técnicos, reafirma o compromisso do Governo do Estado com o aprendizado dos alagoanos.

 

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Mesmo com evolução de fases, uso da máscara continua obrigatório e essencial

 

Não basta apenas utilizá-la de qualquer maneira; é preciso estar atento à forma correta de emprego, manuseio, descarte e higienização


É preciso estar atento à forma correta de emprego, manuseio, descarte e higienização da máscara  
É preciso estar atento à forma correta de emprego, manuseio, descarte e higienização da máscara Ascom Sedetur
 
Texto de Severino Carvalho

Desde 20 de março, quando o Governo do Estado decretou situação de emergência em Alagoas e intensificou as medidas para o enfrentamento da Covid-19, um item continua essencial para evitar a propagação do novo coronavírus: o uso das máscaras de proteção facial. E não basta apenas utilizá-las de qualquer maneira; é preciso estar atento à forma correta de emprego, manuseio, descarte e higienização, quando estas forem reutilizáveis.

 

 

A infectologista Luciana Pacheco, integrante do Grupo Técnico de Enfrentamento à Covid-19 em Alagoas, afirma que mesmo com a evolução das fases, dentro do Plano de Distanciamento Social Controlado, e com a queda dos números de óbitos pelo novo coronavírus, o uso de máscaras se faz necessário.

 

 

“A máscara atua como uma barreira às partículas virais eliminadas pelas pessoas infectadas ao falar, tossir ou espirrar, que – sem proteção - podem ficar suspensas no ar por algum tempo, principalmente em locais fechados e sem ventilação. As máscaras também evitam que as pessoas levem as mãos, que podem estar contaminadas com o vírus, à boca e nariz. Um estudo já provou a significativa redução da transmissibilidade com uso de máscaras e distanciamento social entre as pessoas”, destacou a médica. 

Antes de tudo é preciso saber que a máscara de proteção é de uso individual. Antes ou depois de colocá-la, lembre-se de higienizar as mãos com água e sabão, ou álcool em gel 70%. Para colocar, ajustar ou retirar a máscara, utilize sempre as alças ou o elástico. É necessário cobrir bem nariz e queixo.

 

 

Não se pode tocar a máscara ao usá-la, bem como retirá-la para falar, tossir ou respirar. Ao ficar úmida ou molhada precisa ser imediatamente substituída. Antes de jogar a máscara descartável no lixo, coloque-a em um saco plástico.

As máscaras caseiras, reutilizáveis, precisam ter pelo menos duas camadas de pano (algodão, tricoline ou TNT), bem como cobrir totalmente boca e nariz e ficar ajustada ao rosto. Para higienizá-las, deixe-as de molho por 30 minutos em água potável (500 ml) e água sanitária (10 ml). Depois, lave-as com água e sabão e só volte a usá-las quando estiverem completamente secas.

 

 

Lei

O uso de máscara já é exigido por decreto governamental de combate à pandemia, mas pode ter força de lei. É que na semana passada o Governo do Estado enviou, em caráter de urgência, projeto à Assembleia Legislativa do Estado (ALE), que torna obrigatória a utilização da proteção facial em Alagoas. O não uso será considerado uma infração penal e punido com multa.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Complexo Cultural de Pilar coloca Alagoas no roteiro do turismo religioso do país

Com peças de João das Alagoas, obra foi entregue pelo governador Renan Filho, que assinou ordem de serviço para construção da Praça do CRIA


Além da santa de 24 metros, o Complexo conta com peças que retratam a Via Sacra, todas de João das Alagoas  
 
Além da santa de 24 metros, o Complexo conta com peças que retratam a Via Sacra, todas de João das Alagoas Márcio Ferreira
 
Texto de Severino Carvalho e Rafaela Pimentel

Do alto dos seus 24 metros, Nossa Senhora do Pilar abençoa a cidade e a imensidão da Lagoa Manguaba. A estátua gigantesca integra o Santo Cruzeiro e Complexo Cultural e Religioso Dilma Moreia Canuto, inaugurado nesta quinta-feira (06) pelo governador Renan Filho, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, e pelo prefeito do município, Renato Filho.

O Santo Cruzeiro foi erguido em 1918 pelo padre Manoel Pacheco, da ordem dos Jesuítas, e passou a atrair fiéis em peregrinação para orações, promessas ou em agradecimento por graças alcançadas. O novo equipamento firma de vez o Pilar no roteiro do turismo religioso.

“O Santo Cruzeiro é um marco centenário com uma vista belíssima, uma das mais bonitas de Alagoas, do Nordeste e do Brasil. Essa obra resgata a importância histórica e religiosa do lugar e certamente será um dos pontos mais simbólicos da cidade do Pilar”, declarou Renan Filho.

O secretário Rafael Brito citou que 30 milhões de brasileiros fazem turismo religioso no país e que o Complexo Cultural e Religioso põe Alagoas definitivamente nesse importante mercado gerador de emprego e renda. “Nós criamos, nesse momento, uma opção importante de turismo religioso para a cidade de Pilar, uma modalidade que vem crescendo muito no Brasil. Nos últimos dez anos, o segmento já se expandiu em mais de 60% e agora dotamos o estado de um complexo gigante e que poderá nos colocar definitivamente nesse mercado”, projeta Brito.

“Alagoas tem uma vocação turística muito grande e o Pilar, com essa beleza natural e a história religiosa que possui, não fazia parte do roteiro turístico do estado. Mas agora com o Santo Cruzeiro vamos entrar na rota turística para que possamos gerar emprego e renda”, acrescentou o prefeito Renato Filho, acompanhado pela primeira-dama, Cecília Rocha; e pela mãe dele, a deputada estadual Fátima Canuto.

Além da imagem de 24 metros de altura de Nossa Senhora do Pilar, o Complexo conta com peças feitas em barro pelo mestre artesão João das Alagoas, que retratam a Via Sacra, reconstituição religiosa do sofrimento de Jesus Cristo até o calvário. “Quando eu comecei a executar a obra, pensei muito num Cristo nordestino. Eu me inspirei num Cristo que representasse o homem comum do campo, mesmo com os traços Dele. Não fiz uma obra clássica, fiz uma obra que se identificasse mais com o Nordeste”, contou João das Alagoas, que é natural de Capela, município próximo a Pilar.

Devota de Nossa Senhora do Pilar, Maria José Batista da Silva, 59 anos, acompanhou toda a solenidade, sempre com o terço na mão. “Eu fico muito emocionada. Nossa Senhora do Pilar é tudo em nossas vidas. Aqui não vai faltar visita para ela”, opinou.

O Santo Cruzeiro e Complexo Cultural e Religioso Dilma Moreia Canuto recebeu investimentos de R$ 3,5 milhões, por meio do Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), e da Prefeitura Municipal do Pilar.

Praça

Ainda durante a solenidade, o governador de Alagoas e o secretário executivo de Infraestrutura, Gustavo Lima Novaes, assinaram a ordem de serviço para a construção da Praça do CRIA – o Programa Criança Alagoana. A iniciativa busca construir espaços públicos de lazer aos pequenos, visando o bem-estar deles, a interação familiar e a valorização dos elementos culturais do estado.

“O CRIA é um programa muito interessante que vai construir praças paras as crianças em diversos municípios de Alagoas, sendo Pilar o primeiro deles. Também vamos lançar, ainda este ano, o Cartão do CRIA, que vai promover o fortalecimento da alimentação das crianças menores de cinco anos em Alagoas. O Estado vai dar uma ajuda financeira às famílias, de R$ 100 por mês, e isso vai ajudar, sobretudo, os mais pobres”, informou Renan Filho.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Cristo, um artista ainda por receber o merecido reconhecimento






Cristiniano Guimarães é um alagoano de Água Branca, cidade serrana localizada no sertão. Aos 49 anos, Cristo - como é conhecido na cidade - é um artista plástico criativo, sensível, observador, autêntico e, sobretudo, disposto a transformar o município sertanejo em referência cultural.


Quando criança, fazia seus próprios brinquedos utilizando matérias primas da região como o facheiro, usado para fazer espadas. Ou latas para produzir carrinhos. O importante para o garoto inquieto era encontrar alternativas para brincar. Diante das dificuldades econômicas, restava-lhe usar a criatividade para produzir seus brinquedos. Os restos de madeira que sobravam das esculturas produzidas por seu pai eram aproveitados para fazer esculturas.


Iniciou os estudos em Água Branca, mas cedo abandonou a escola como a maioria das crianças que tem que trabalhar para ajudar no sustento da família. Cristo concluiu o ensino médio já adulto. A sede pelo conhecimento o levou a trabalhar e estudar, já na época em que atuava na construção civil.


Seu pai, Claudionor Guimaraes da Silva - conhecido Nozinho - é um artista conhecido nos municípios do alto sertão de Alagoas; e sua mãe, Maria Alcântara, professora da Rede Pública Municipal. Cristo conta que quando garoto ajudava o pai no trabalho de escultura em madeira. Verdadeiras obras de arte. Além de desenvolver o talento de esculturas em madeiras, o inquieto artista também é músico e artista plástico. As primeiras peças produzidas pelo artista foram carrancas.


No seu ateliê, localizado no município de Água Branca, Cristo dá forma aos mais diversos personagens, seja esculpindo ou criando objetos como as máscaras. A solidão vivenciada nos momentos que se dedica a produzir sua arte, geralmente noite à dentro, é preenchida quando vê o resultado do que ele mesmo não consegue explicar.


No entanto, Cristo é um artista que vivencia as mesmas situações da maioria dos artistas brasileiros, a falta de valorização. Com peças dignas de exibição em qualquer grande exposição nacional ou internacional.


O artista quase abandona as artes, já que o que ganha com as suas peças não é suficiente para garantir a sobrevivência. Assim, Cristo
também é pião de trecho, como são conhecidos os trabalhadores que vivem de obra em obra por diversas regiões do Brasil.


A crise vivenciada pela construção civil fez o alagoano voltar a dedicar-se às artes, que embora não suficiente têm ajudado a pagar as despesas. Ele diz que seu ressurgimento como artista se deu justamente nesse contexto.
Trabalhando com diversos tipos de materiais, principalmente com madeira, esse artista sertanejo também é músico. O que não lhe falta é talento.


Cristo, uma referência para novas gerações


Água Branca, é um município que mantém uma vasta diversidade cultural. O artesanato em palha, barro e madeira é produzido por diversos artistas locais. Sede de baronato no século XVIII, Água Branca mantém um conjunto arquitetônico colonial ainda preservado. As manifestações culturais, folguedos como: São Gonçalo, banda de música centenária, demonstra o quanto a cidade ainda preserva suas expressões culturais.


Cristo tem sido referência e principal incentivador de jovens artistas locais. Sua casa, além de ateliê, é o ponto de encontro para as reuniões e produções artísticas. Músicos, poetas, cantores e instrumentistas bebem na fonte de conhecimento e acolhimento deste sertanejo. Sua casa é um espaço de acolhimento e encontros artísticos.


Cristo é a voz e inquietação do movimento cultural que deseja mostrar sua arte. Mesmo sem apoio do poder público, a arte resiste. O artista plástico diz que buscou na leitura o conhecimento para compreender a linguagem dos jovens. Foi lendo filósofos gregos incentivado pelos garotos, livros de várias áreas a chave para a fruição do diálogo e encontro entre as gerações e para produção artistica.


Uma arte que traduz a memória local


Apesar de criado na zona urbana, sempre teve forte atração pela zona rural do município. Conversar com as pessoas para ouvir as histórias, observando e guardando os tipos humanos. Foi tendo contato com a diversidade humana e guardando na memória esses personagens do sertão que Cristo foi compondo um imaginário que alimenta e se expressa na sua arte. É um artista extremante ligado
as suas origens. Sua arte expressa a forte relação que possui com o povo do sertão. Cristo nos mostrou algumas de suas peças: O índio, peça é uma confeccionada em imburana eco louco, outra peça que está sendo finalizada. A genialidade deste artista ainda espera o devido reconhecimento.



O processo de criação é gestado pela mais profunda intuição elevada à materialidade da vida, e tem suas formas acabadas nas vivências do seu ateliê. É o fantástico, o gênio, o abstrato, a materialidade, e sobretudo suas relações com as pessoas ao seu redor. Outra criação de Cristo são máscaras, parte de um dos seus trabalhos seriais. São peças criadas que tem suas formas e conceituação acabadas no próprio contato com pessoas.