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Livro Coleção Alagoas Feita à Mão conta o
processo produtivo dos presentes governamentais, desde a seleção dos
artesãos à pesquisa de técnicas e matérias-primas utilizadas nas seis
peças apresentadas
Fotos: Thiago Sampaio |
Texto de Petrônio Viana
O governador Renan Filho, a primeira-dama Renata Calheiros e o
secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael
Brito, lançaram nesta sexta-feira (15), no Museu Palácio Floriano
Peixoto, o livro com a coleção e a nova linha de presentes
governamentais, resultados do projeto Alagoas Feita à Mão, idealizado
pela primeira-dama e executado pela Secretaria do Desenvolvimento
Econômico e Turismo (Sedetur), em parceria com o Gabinete Civil e
Imprensa Oficial Graciliano Ramos.
Na avaliação do governador Renan Filho, por meio do projeto Alagoas
Feita à Mão, o intuito é valorizar e divulgar a arte popular alagoana,
levando o trabalho de artistas locais a todos os recantos do Brasil e do
mundo. “Essa é a primeira publicação de um processo de estímulo
verdadeiro da arte popular, da valorização dos nossos artesãos, da
entrega da nossa arte a outras autoridades, levando ela a mais lugares,
ganhando mercado e transformando essas peças em emprego, em renda, em
oportunidade, em melhoria da qualidade de vida de pessoas em comunidades
remotas, mas geniais na criação. Valorizar o artesanato e a arte
popular é valorizar a história do nosso povo, dar oportunidade a quem
mais precisa, chegar mais perto de quem nasceu com uma vocação e agora
está tendo a oportunidade de ver sua vocação ser reconhecida”, disse o
governador.
“No passado, o Governo de Alagoas custeou as despesas do pintor
Rosalvo Ribeiro, que retratava a elite da época, para que ele morasse na
França. Ribeiro pagava ao Estado em obras, que hoje ornamentam as
paredes do Palácio Floriano Peixoto. Ele ganhou o mundo e suas obras
ficaram aqui. Hoje, nós abrimos as portas do Palácio Floriano Peixoto
para trazer para cá a arte do povo alagoano, para dividir o recurso que
outrora era destinado a representantes da elite intelectual alagoano com
tantos talentosos alagoanos sempre esquecidos pelo poder público. Isso
cria um novo ambiente. Com isso, a arte ganha o mundo, cria asas,
transforma-se em algo muito mais representativo”, lembrou Renan Filho.
Lembranças
A linha de presentes institucionais lançada pelo Governo de
Alagoas visa padronizar as lembranças diplomáticas ofertadas pelo
governador e secretários de Estado a autoridades, instituições e
parceiros. As peças foram criadas por 12 artesãos alagoanos de todas as
regiões do Estado, integrando materiais e técnicas para reproduzir a
identidade cultural de Alagoas. O trabalho foi coordenado pelo arquiteto
e designer alagoano Rodrigo Ambrósio. Já o livro Coleção Alagoas Feita à
Mão conta o processo produtivo dos presentes governamentais, desde a
seleção dos artesãos à pesquisa de técnicas e matérias-primas utilizadas
nas seis peças apresentadas.
O artesão Genilson Lima, da Barra de Santo Antônio, ressaltou a
satisfação em ver o trabalho dos artesãos alagoanos valorizado. “Hoje as
atenções de todos estão voltadas para o nosso trabalho. Estou muito
feliz de participar desse projeto. Esperamos que outros projetos possam
trazer novos talentos para serem expostos. Nosso Estado tem muitos
artistas e esse trabalho vai abrir as portas para essas pessoas, com a
divulgação do que é produzido aqui”, disse o artista.
De acordo com a primeira-dama Renata Calheiros, hoje 13 mil artesãos
estão cadastrados como artesãos em Alagoas, o maior número de artistas
credenciados no Brasil. “Essas peças representam parte das ações do
governo para resgatar o orgulho do povo alagoano por meio da arte
popular. Esse programa busca abrir as portas dos ateliês, estar ao lado
do artesão, dar-lhes apoio e a confiança de que ele pode ser mais. Não
por acaso, essa coleção está sendo lançada no ano em que Alagoas
completa 200 anos. Estamos exaltando um dos patrimônios do nosso Estado,
preservando nossa identidade e nossas tradições, com o olhar no caminho
do desenvolvimento social e econômico”, explicou.
“Hoje apresentamos o resultado de um profundo estudo da produção
artesanal alagoana, das nossas raízes, da história do nosso povo, que,
com as próprias mãos, materializa a sabedoria popular. Lançamos essas
peças com objetivos importantíssimos, visando ao fomento, à preservação e
à divulgação do artesanato. Por trás de cada tecido, barro, madeira e
todas as outras tipologias, tem a alma de um povo que produz arte
espontânea, ingênua, a arte representada por histórias de vida”, afirmou
a primeira-dama.
Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e
Turismo, Rafael Brito, o apoio do Governo do Estado à arte popular
alagoana tem gerado um ambiente favorável ao desenvolvimento da
atividade. “A maioria das pessoas não conhece o poder transformador do
artesanato dentro de uma comunidade, em termos de desenvolvimento
econômico e, principalmente, no desenvolvimento socioeconômico. A
maioria das comunidades se integra e passa a produzir e, quando
conseguem entrar no mercado de trabalho, aquilo muda a vida de muita
gente. Dentro da Sedetur, o programa Alagoas Feito à Mão tem todo o
carinho e a atenção, porque, sem dúvida, nós temos noção da importância
do artesanato na vida dessas pessoas”, disse o secretário.
Também participaram do lançamento o vice-governador e secretário de
Estado da Educação, Luciano Barbosa, superintendente do Sebrae em
Alagoas, Marcos Vieira, o presidente da Imprensa Oficial, Dagoberto
Omena, o presidente da Emater/AL, Elizeu Rego, os secretários de Estado
da Comunicação, Enio Lins, da Cultura, Mellina Freitas, da
Ressocialização, Marcos Sérgio, da Prevenção à Violência, Esvalda
Bittencourt, da Mulher e Direitos Humanos, Cláudia Simões, além de
representantes do trade turístico e de várias associações e cooperativas
de artesãos.
Agência Alagoas